quinta-feira, 16 de maio de 2013

As you walk on by, will you call my name?


Ou: reflexões sobre The Breakfast Club, parte 1

Em Setembro do ano passado Pitch Perfect foi lançado nos cinemas norte americanos, e não demorou muito para que se tornasse um sucesso de bilheteria e logo chegasse ao Brasil, eu jamais saberia da existência desse filme se não fosse por uma das pessoas mais fofas que eu conheço (também conhecida como Ruvs) que escreveu uma matéria sobre o filme para o Cinéfilos, alegando que o filme era uma escolha perfeita para quem gostava de Glee. Como eu já acompanhava a série na época é claro que a sinopse, a matéria e os trailers chamaram minha atenção e atiçaram minha curiosidade, mas fosse por ironia do destino ou pura desatenção minha eu só fui baixar e assistir, enfim, ao filme alguns dias atrás.

Needless to say, que além da história girar em torno das competições de coral e da rivalidade entre grupos de uma mesma universidade, um tema que eu particularmente adoro e me divirto principalmente por causa das músicas, o que fez Pitch Perfect ganhar meu coração foram as inúmeras, épicas, referências a um dos melhores filmes de todos os tempos, e o segundo filme da minha vida: The Breakfast Club. Segundo, porque o primeiro lugar é eternamente ocupado por Dead Poets Society. Para quem não sabe The Breakfast Club (ou no título traduzido, Clube dos Cinco) é um drama dirigido por John Hughes, o nome pode até não ser familiar, mas esse lindo dirigiu basicamente todos os filmes da infância de qualquer criança que se preze. Enfim, TBC gira em torno de cinco adolescentes que tem que ir para a escola num sábado, como castigo por mau comportamento, e são obrigados a redigir um texto de mil palavras sobre como eles se vêem. Sendo cinco adolescentes entediados, sem a menor inclinação de escrever a tal redação e sendo de panelinhas totalmente diferentes na escola, os personagens se encontram num beco sem saída, com várias horas a disposição os preconceitos começam a cair a medida que eles se conhecem e conhecem a si próprios cada vez mais, com suas peculiaridades, dramas pessoais e relação problemática com os outros colegas.

Meu ponto é, que The Breakfast Club não é apenas umas produção cinematográfica que marcou uma geração, é um filme produzido há quase 30 anos e que continua tão atual que é extremamente citado num filme lançado um ano atrás. E por que? Porque assim como as músicas de grandes artistas nacionais como Cazuza e Legião Urbana, TBC é um clássico atemporal, e mesmo 30 anos depois de ter sido lançado ainda é um filme verdadeiro pra caramba, que toca em todos os pontos que nós achamos tão difícil de abordar na nossa tenra idade.

Porque na escola nossa vida é dividida entre os populares e os nerds? Porque pessoas que gostam de artes são automaticamente vistas como estranhas? Será que todo atleta é realmente um cabeça oca? Em The Breakfast Club nós vemos 5 adolescentes tão fodidos quanto nós somos hoje em dia se despirem de seus preconceitos, enxergarem que talvez aquela pessoas que eles julgavam tão diferentes de si tivessem mais em comum com eles próprios do que sequer imaginavam. E quão incrível é isso? E quão triste é ver que mesmo ao final do dia eles ainda não tem certeza do que será deles e daquela experiência que compartilharam na segunda feira quando tocar o sinal da aula. Acho que nunca em toda a minha vida eu vi o drama e a simplicidade de ser criança tão bem retratado num filme. Porque na cena final, quando Judd Nelson levanta o punho como quem comemora e protesta ao mesmo tempo é tão emocionante? Quantos de nós se viram em um ou em todos os personagens em determinado ponto do filme?

Por que? Por que?

OBS: Esse texto na verdade não está nem terminado, mas como ele já estava ficando longo demais para ser lido num post só eu resolvi compartimentar o geral e ir postando aos poucos, porque ele é uma baita crise de identidade. Aguardem os próximos capítulos neste mesmo horário, nessa mesma batcaverna.

3 comentários:

Mia Sodré disse...

Ainda não assisti a Clube dos Cinco mas ouvi falar muito bem dele. Vontade não me falta, vou ver se acho o filme pra baixar na internet da vida. (Até porque pra fazer um comentário decente sobre é preciso que eu entenda do assunto.)
Mas Sociedade dos Poetas Mortos eu assisti e... AWWWW que filme lindo, que wow *________* Ele te leva a refletir pra caramba e me deixou com uma sensação que "soco no estômago" mas é ótimo mesmo assim.

Kissu ;*

Tary ♥ disse...

Alê, eu absolutamente AMO The Breakfast Club. É um daqueles filmes que consegue ser divertido, reflexivo e emocionante. E Pitch Perfect é muito feel-good. Adorei as versões das músicas, principalmente a música do copo! Já fiquei dias inteiros com ela na cabeça. Meu sonho fazer igual a Anna Kendrick, haha.

Beijos!

Ana Luísa disse...

Nunca vi esses filmes... Mas sabe que isso me lembrou tanta coisa? Geralmente as pessoas das panelinhas que nós 'detestamos', em seu individual, não são detestáveis. Eu lembro que sempre que acabava conversando com UMA pessoa separada da panela, percebia que ela era legal. As pessoas são totalmente diferentes quando fora de seus grupos. No fundo, sempre têm algo a ver com a gente, o que na panelinha pode ser completamente contrário..
Vai ser esse o blog oficial agora? Já tá linkado e tô seguindo! HAHAHA
Beijos!!