quarta-feira, 29 de maio de 2013

Manifesto contra pessoas folgadas

Ou: Desabafo de uma garota possessiva.

Por meio desta eu confesso, não gosto que mexam nas minhas coisas. Não gosto que peguem emprestado meus materiais, roupas, acessórios, livros, nada. E a menos que eu tenha pessoalmente concedido tamanho privilégio e honra a alguém de poder bisbilhotas entre os meus pertences e escolher alguma coisa para usar/ler/mexer, qualquer coisa minha que peguem me deixa virada no Jiraya. Motivos? Eu sou possessiva oras! Enquanto alguma coisa me for de grande valia ou utilidade eu simplesmente não gosto que peguem sem pedir. Esse meu traço de personalidade pode até parecer uma coisa meio como a do temível Duque de Moulin Rouge, e encarando a coisa dum ponto de vista impessoal e crítico, pode até ser que seja, porque quando eu descubro que alguém teve a cara de pau de comer o pacote de bolachas que eu comprei, ou está usando o meu cabo do ipod para carregar o iphone ou vice-versa eu fico louca, totalmente transtornada e saio xingando até a quinta geração do paquiderme acéfalo  que cometeu tamanha atrocidade, eu bato portas e piso duro até que a minha raiva diminua, mas eu ainda faço cara feia quando vejo a pessoa folgada na minha frente.

Num cenário geral, eu não me importo de emprestar uma borracha ou um lápis para um amigo na faculdade, ofereço minhas guloseimas para as pessoas que estão próximas a mim (desde que a gente tenha algum tipo de vínculo é claro) e fico mais do que feliz em compartilhar descobertas literárias com pessoas de confiança (I’m looking at you Ruvs), desde que a pessoa chegue na humildade e peça “por favor” e “obrigada” eu não chego nem perto de me tornar o Duque de Moulin Rouge, mas basta eu ver meus pertences nas mãos de outro sem minha permissão que eu viro bicho. Pode até ser que isso seja uma coisa ruim e que só me faça mal, mas que atire a primeira pedra quem não deu chilique quando viu a irmã usando aquela camisa nova que você comprou e ainda nem tinha usado, ou quando a coleguinha da escola pegou aquela caneta de cheirinho que você ia usar para escrever sem pedir. E fica aqui meu apelo para quem acha normal fazer isso, só porque julga ser íntimo o bastante para estar acima do dever de pedir por algo que não é seu, peça! E se por algum motivo a pessoa não te emprestar respeite, porque pegar alguma coisa escondido sabendo que a pessoa não deu permissão é roubo, e acredite, se você der uma mancada dessas não tem amizade nem sangue de barata que resista.


Just saying.

4 comentários:

Thay disse...

Primeira visita aqui e já rolou identificação! Também não gosto que peguem minhas coisas sem pedir, nem o parentesco me impede de rodar a baiana quando vejo minhas coisas nas mãos dos meus irmãos. O que custa pedir, me diz? Não custa nada e ainda impede fratricídio!

Camila disse...

Sabe, já fui muito ciumenta com minhas coisas, mas hoje vejo que é tolice sabe? Aliás, estou preparando um post sobre Desapego, e quando postar faço questão de lhe apresentar =D

Paloma Engelke disse...

Não tenho essa relação de posse ciumenta com as minhas coisas, não, Alê. Não me importo que peguem e usem, desde que esteja no mesmo lugar depois e à minha disposição quando eu quiser usar. E (CLARO) que esteja exatamente no mesmo estado anterior, porque se não já passou de abuso, né? Aqui em casa sempre foi muito "tudo é de todo mundo" e minha mãe às vezes usa as minhas coisas antes de mim e vice versa. Ainda, assim, fora do habitat do lar eu não pego nada de ninguém sem pedir não, viu? Não me odeie e pode me convidar pra sua casa.

Beijos.

Carolina disse...

Olha, eu não sou possessiva, tô longe disso. Mas tenho sim ciúme de algumas coisas, normal.
Só que assim: folgou, perdeu. Educação é requisito primário, obrigada.

Beijo, Alê