Deus sabe que eu sempre fui muito racional, apesar de as vezes não pensar em nada, nenhuma vez antes de fazer alguma coisa, e que pra mim entender poesia sempre foi um mistério, até que um dia uma colega de faculdade me disse que "você não precisa entender poesia". Até que em Junho desse ano, eu ganhei o Toda Poesia do Leminski e entendi que poesia não se entende, se sente e foi com as 400 e tantas páginas da obra do poeta curitibano que eu tive meu batismo poético. Porém, entretando, contudo, todavia... Antes de Leminski existia um certo poeta português, que conseguiu resumir a razão da minha existência num verso de poesia que me acompanharia desde minha pré-adolescência, até ficar para sempre marcado na minha pele. A ironia é que eu conhecia quase nada do meu poeta, e depois de Leminskar loucamente decidi desbravar o português quase arcaico e rebuscado de Fernando Pessoa, num livro de 100 e poucas páginas contendo algumas de suas melhores obras eu flutuei e quis morrer, porque quanto mais eu lia mais eu sentia que Pessoa e seus vários heterônimos são meus poetas. Eis aqui o porque:
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Abre aspas: Leminski
Copiando descaradamente uma sessão do blog da linda, diva, ipod ambulante Marie Raya por motivos de: ganhei o Toda Poesia do Paulo Leminski e to tão apaixonada pela primeira parte do livro que precisava compartilhar alguns dos meus poemas preferidos.
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